domingo, 29 de junho de 2014

Festival de sopas da Ceagesp

Eu não tinha ideia que tinha abandonado o blog por tanto tempo! Ando mais moradora do que turista e isso é péssimo. Preciso voltar a fazer as minhas andanças por aí, afinal, o que não falta é lugar para visitar em São Paulo.

Bom, o post pra tirar a poeira do blog é sobre o famoso Festival de Sopas da Ceagesp. Desde que vim morar em São Paulo ouço falar desse festival, que ocorre sempre no inverno (apesar de começar no outono), quando as temperaturas caem bastante por aqui. Muita gente não gosta de sopa, mas eu amo. É uma coisa que me remete muito à minha infância, pois minha família sempre tomava sopa no jantar, principalmente de feijão.

Enfim, depois de muito ensaiar e planejar, decidi conhecer o festival, que está fazendo um cardápio especial por causa da Copa e, a cada semana, homenageia um país. Quando vi que essa semana o país homenageado era a França, decidi que tinha que ir de qualquer jeito.

Explico: a sopa do país homenageado era a de cassoulet, uma comida que minha tia Gidia faz divinamente. Eu nunca soube muito bem a origem ou os ingredientes do prato, mas foi o incentivo que faltava para eu ir à Ceagesp. 

Ao chegar lá, nos deparamos com um restaurante amplo, com muitas mesas em dois pisos, fila e famílias tomando vinho e petiscando. Na área de espera, há um balcão, muitos pufes, uma mesa de queijos e embutidos e um bar onde é possível beber vinho de vários tipos.

A previsão era que demoraria uns 20 minutos para conseguirmos uma mesa. Como estávamos morrendo de fome, nos servimos do buffet de petiscos, que é cobrado à parte (R$ 49,90 o quilo). Eu raramente como queijo (a proteína do leite não me faz muito bem), então aproveitei para experimentar todos os tipos. 


Há também uma variedade boa de patês. O problema é se empolgar demais nas entradinhas e acabar gastando muito e não guardar espaço na barriga para a sopa.




No bar, é possível escolher todo tipo de bebida a preço acessível. Uma caipirinha, por exemplo, custa R$ 15 e uma taça de vinho sai por R$ 10, mas muita gente acaba optando pelas garrafas, que podem ser levadas para a mesa depois.



Depois de beliscar, chegou a nossa vez de sentar. O espaço é bem amplo, então apesar do fluxo intenso, não se espera muito. Há duas mesas compridas onde as sopas são servidas em dois caldeirões de cada sabor, o que evita a concentração de muita gente ao mesmo tempo. Ao lado de cada mesa, várias tigelinhas empilhadas para que todo mundo se sirva.




No centro do salão, uma mesa com temperinhos adicionais e, é claro, pão. Sopa sem pão, pra mim, perde metade da graça.



O cardápio do Festival é semanal e tem seis tipos de sopa, mas tem duas que nunca mudam: a tradicional de cebola e a de cebola gratinada.

Como eu estava na intenção do cassoulet, foi a minha primeira escolha. Sinceramente? Uma frustração. Não tinha sabor e não lembrava nem um pouco a comida deliciosa da minha tia.



Escolha número dois: a famosa sopa de cebola. Segundo a história, essa sopa faz sucesso desde a década de 60, quando era servida num restaurante que funcionava no antigo Entreposto Terminal São Paulo. Esse restaurante fechou nos anos 80, mas a tradição da sopa foi resgatada em 2009, quando a Ceagesp completou 40 anos e fez o seu primeiro festival de sopas.


Na primeira colherada, eu entendi o motivo de tanto sucesso. A sopa é muito saborosa! Tem gosto de cebola (óbvio), mas não é forte, e a consistência é mais pastosa do que líquida. Divina! 

Terceira sopa escolhida: caldo de siri à baiana. Bom, como não nego as minhas origens, eu tinha que experimentar. Era bem gostosa, não tinha sabor apimentado (isso me frustrou um pouco) e o siri estava saboroso. Cumpriu o seu papel.

Quarta escolha: sopa de cebola gratinada. Muito boa também! É a mesma receita da sopa tradicional, só que adicionam uma camada de queijo e levam ao forno para gratinar. Resultado: essa belezura aí embaixo. Nem preciso dizer que é espetacular.


Quinta sopa: caldo verde. Achei padrão, meio sem-graça.

E parei por aí. Não consegui provar a sexta e última opção: creme de fondue com funghi secchi, mas meu namorado provou e aprovou. Segundo ele, estava tão bom quando o caldo de siri à baiana.

Além de tudo isso, ainda era possível comer sobremesa (cobrada à parte), mas eu não tinha disposição (leia-se estômago), apesar de ter ficado tentada com os merengues de morango, que vinham servidos em taças imensas e circulavam nas bandejas dos garçons.

Em resumo: o festival é muito bom! O preço é justo (R$ 29,90 por pessoa), o serviço é bom (e não cobram 10%) e, em dias mais frios, pode ser um ótimo programa. 

O Festival acontece de quarta a domingo até o dia 24 de agosto. Maiores informações sobre horários, valores e o cardápio semanal podem ser encontradas na página do Festival no Facebook.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Restaurante Raful: cozinha árabe

Graças a uma dica da minha amiga Jana, viciei no restaurante Raful, que, pra mim, é o melhor restaurante árabe de São Paulo. Esqueçam os eleitos melhores do ano, os guias de revistas conhecidas ou as dicas de lugares "top" da cidade. O Raful é parada obrigatória para quem decide enfrentar a loucura da Rua 25 de março. No meio daquela multidão toda, é a certeza de comida boa e barata.


Já perdi as contas de quantas vezes estive lá e nunca enjoo. Não suporto ir à 25 de março, mas quando recebo visitas ela acaba sendo parada obrigatória. Então, para compensar, volto ao meu árabe preferido.

É verdade que o restaurante está sempre cheio, mas nem por isso perde pontos no meu ranking. Você escolhe se servir nos balcões ou nas mesas, sendo que nessas é possível optar pelo rodízio ou pelo serviço à la carte. Mesmo para quem opta pelos pratos à la carte, as delícias vão sendo servidas ao tempo todo, por garçons que circulam entre as mesas. É impossível não salivar com as bandejas lotadas de quibes, esfihas e outros petiscos, todos quentinhos e preparados na hora.

Eu, particularmente, sou fã do arroz marroquino e preciso me controlar para não pedir toda vez a mesma coisa. Minha amiga Aline e eu experimentamos da primeira vez em que fomos lá e sempre rola um bis.



Mas o que é imperdível é a esfiha folhada de carne, também dica da minha amiga Jana. Nunca tinha provado nada igual!



E o quibe? Divino! Sou suspeita, já que desde pequena sempre fui fã dessa iguaria. Acho que era o salgado que eu mais consumia nas festinhas de aniversário. O do Raful é bem crocante, mas é sequinho e não fica escorrendo óleo.


A melhor parte é quando você abre o quibe e o recheio desmancha que é uma beleza. Impossível não querer repetir!


 E aos carnívoros de plantão, não pode faltar a famosa kafta:



Para finalizar, uma parte que não me interessou tanto (apesar de eu ser alucinada por sobremesas): os doces árabes. Eles simplesmente não me enchem os olhos.

Os vários doces ficam expostos no balcão, e, apesar da variedade de formatos, praticamente todos são feitos com nozes, o que me desestimula. Da última vez em que estive lá, aconteceu uma situação muito engraçada: pedi  à atendente que me explicasse a diferença entre os doces e ela me respondeu apenas que era "tudo nozes". Apontei um ou outro e ela continuou dizendo: "é tudo nozes". Me segurei para não gargalhar na hora (contando não parece engraçado, eu sei), mas diante da minha insistência ela apontou alguns que eram exceção: alguns são de pistache ou amêndoas, mas 90% "é tudo nozes".





Como sou formiguinha, escolhi dois doces, um para mim e outro para minha amiga Sandra, que me acompanhava na orgia gastronômica: um de nozes e outro de pistache. Achei ambos bem sem graça e a calda que eles colocam em cima (que é opcional) é extremamente açucarada e enjoativa. 


Em resumo: doces árabes não enchem meus olhos, mas para quem gosta de nozes acredito que os do Raful sejam excelentes.

Em 2010, o Raful abriu uma filial na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, quase na esquina da Avenida Paulista. Como eu odeio ir até a 25 de março, estive lá uma vez para matar a vontade de comer o arroz marroquino, mas me frustrei. Não que a comida seja ruim, mas a do original é muito mais gostosa. Pode ser preconceito, mas nunca acho que as filiais atinjam a qualidade originária.

Então, quem for nas redondezas da 25 de março e não estiver a fim de enfrentar as filas para comprar sanduíche de mortadela do Mercado Municipal na hora do almoço, a dica é o Raful. A satisfação é garantida.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Ponto Chic e o seu famoso bauru

Sabem aquele sanduíche que chamam de bauru? Sabem do que ele é feito? Eu confesso que até recentemente não sabia exatamente qual era o recheio certo. Seria queijo e presunto? Tem tomate ou não? Em alguns lugares, ele se parece com um enroladinho, em outros com uma esfiha. 

Segundo a história, o sanduíche ganhou esse nome em homenagem à cidade natal do estudante de Direito Casimiro Pinto Neto, que descreveu ao chapeiro o prato que gostaria de comer. E assim nasceu o prato mais famoso do Ponto Chic original, que fica no Largo do Paissandu e completou 91 anos em 2013.


Pois bem. Eu estava na Avenida Paulista e, por acaso, me vi em frente a uma das unidades do Ponto Chic, onde é possível encontrar o famoso bauru, o original, que custa quase R$ 20. Aproveitei que está tendo uma promoção por R$ 12 e entrei pra experimentar.

Não sei se não dei sorte ou se o atendimento não é tão bacana na unidade da Paulista, mas fiquei um certo tempo na mesa esperando e nada de garçom. Quando, enfim, fui atendida, pedi uma limonada, que estava bem gelada. A quantidade também compensou o preço (R$ 8,50).



Enfim, chegou o bendito sanduíche, que tem recheio de rosbife, três tipos de queijo (não sei quais) derretidos em banho-maria, tomate e pepino (sendo que esse último ingrediente não fazia parte do sanduíche original). A preparação do bauru pode ser vista nesse vídeo do Andando por São Paulo.

Sim, ele tem essa aparência de um simples pão francês.

Os queijos derretidos dão um charme.


Vamos ao que interessa: o sabor. Sinceramente, achei nada demais. Pra mim, é apenas um pão francês com bastante queijo, só que mais caro do que os demais. Achei que o queijo estava frio, e por isso tive a impressão de que o sanduíche estava pronto quando fiz o pedido ou que o garçom tinha demorado demais de levá-lo à minha mesa.

Sei que tem todo um contexto histórico por trás (contado num livro), mas em termos de gastronomia, não é nenhuma novidade. Talvez eu mude de ideia se visitar o Largo do Paissandu e me oferecerem um bauru mais apetitoso, mas, ainda assim, acho que R$ 20 é pedir demais.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nas redondezas: Templo Zu Lai

O belo dia de ontem foi a ocasião perfeita para conhecer o Templo Zu Lai, um templo budista que fica em Cotia, na Grande São Paulo. Quem me sugeriu o passeio foi o meu amigo Leonardo Araújo e, por incrível que pareça, muita gente em São Paulo não sabe da existência desse lugar, que está entre as 201 coisas para se fazer em São Paulo.


Inicialmente, eu pensei em chegar cedo para acompanhar uma cerimônia, mas a preguiça matinal não me permitiu. Então, depois de aproximadamente 1 hora de ônibus e mais uns 15 minutos de caminhada, chegamos ao templo.

Buda na entrada do Templo

O lugar é lindo e, obviamente, rendeu muitas fotos. Mas nenhuma delas consegue captar a paz que o lugar passa. Para minha surpresa, muita gente teve a mesma ideia que eu. Resultado: grupos de turistas e famílias inteiras acabavam fazendo muito mais barulho que o desejado. Por mais que seja um templo religioso, a maioria das pessoas esquece disso e visita o lugar como se ele fosse um ponto turístico. Então, conseguir a calmaria e o silêncio foi uma tarefa bem difícil.


Primeiro conhecemos o Lago Zu Lai, que tem até carpas e cágados nadando nas suas águas. Para mim, foi o lugar mais agradável do templo, talvez por ter sido o mais silencioso. É tudo muito verde ao redor e é comum ver as pessoas deitadas na grama, tirando um cochilo sob a sombra de uma árvore.





Há várias estátuas espalhadas por toda a área. Algumas são tão perfeitas que parecem reais. 







No templo onde são realizadas as cerimônias, não é permitido entrar usando roupas decotadas. Como eu estava com os "ombros nus", me forneceram uma manta para que eu pudesse entrar na sala. Fora do horário de cerimônia todos podem entrar, em silêncio, e fazer suas orações. Na frente dessa mesma sala, você pode pegar um incenso e, apontando para o Buda (eles ensinam a forma certa de segurar), fazer agradecimentos e pedidos. 

Entrada da sala de cerimônias


Para matar a fome, são servidas apenas opções vegetarianas. O restaurante serve almoço por R$ 25 por pessoa, com direito a buffet livre, além de água, chá e sopa. Só não espere muita variedade nem comida saudável - havia salsicha (suponho que de soja) e tempurá de abóbora embebido em óleo. Após as 14h30, a única opção é a lanchonete, com salgados e doces. Se você quiser comer algo de origem animal, sugiro aproveitar o restaurante ao lado do templo, que funciona todos os dias e serve rodízio de sushi e pizza.

Aos domingos, o templo disponibiliza um ônibus gratuito que sai da Liberdade às 8h30 e retorna às 16h. Para quem não tem carro e não quiser arriscar ônibus intermunicipal, é uma boa pedida.

Um ótimo passeio para quem busca um pouco de paz em maio ao caos da metrópole.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ó do Borogodó

Ontem foi um dia em que eu queria sair de casa de qualquer jeito. Pensei em correr no Ibirapuera e desisti. Olhei as opções de filmes em cartaz no cinema e nada me atraiu. Eis que, jogando uma informação aqui e acolá no Google, surgiu o Ó do Borogodó.

A casa sequer tem site e é bem informal. Se você pensa que vai encontrar uma mega estrutura, vários garçons e gente cheia de frescuras, esqueça. O ambiente é simples e bem agradável.

Fabio Wright, numa resenha para a Veja São Paulo, escreveu que o lugar "pode ser considerado uma encarnação da Lapa carioca em São Paulo. Lembra em muitos aspectos certos botequins daquele pedaço boêmio do Rio de Janeiro, do público de jeitão desencanado ao ambiente sem frescura, passando pela programação ao vivo centrada sobretudo em samba e chorinho de qualidade". 

Todos os dias, há música ao vivo, geralmente samba ou chorinho, mas os músicos não ficam num palco, e sim num cantinho do salão. Muitos cantam lá há bastante tempo, como a Dona Inah. Nos banheiros, inclusive, há mensagens escritas por frequentadores em "homenagem" a ela: "Dona Inah, conheci Fulana num show seu", e outras do gênero.

Foto: Raul Zito
Há poucas mesas e, portanto, bastante espaço para quem quer dançar. O público é bem eclético: vi muitos turistas estrangeiros, mas com o passar das horas começaram a chegar pessoas que me pareceram ser frequentadoras assíduas. Todo mundo dançando com todo mundo, sem se preocupar com a falta de ritmo ou gingado.

O cardápio não é variado, mas as opções são baratas e com porções generosas. Comemos carne seca com abóbora, que estava deliciosa e ainda vinha acompanhada de pão. De sobremesa, banana da terra com sorvete. Simples, barato e delicioso. A caipiroska (ou caipirinha de vodka, como costumam chamar aqui) custa apenas R$ 14 com Absolut! As cervejas de 600 ml estão na faixa dos R$ 7.

Cobra-se um valor de entrada e o consumo é anotado numa fichinha com seu nome. Só é possível pagar com dinheiro ou cartão de débito, numa fila única, o que pode ser um pouco chato quando a música termina. Então, melhor se prevenir e pagar antes de todo mundo decidir ir embora.

Mesmo sendo um lugar que, de cara, parece "precário", o bom astral reina e perdura até a alta madrugada.
O Ó do Borogodó fica em Pinheiros, na Rua Horácio Lane, 21, quase na esquina da Rua Cardeal Arcoverde, atrás do Cemitério São Paulo. É de fácil acesso para quem vai de ônibus e tem serviço de manobrista para quem preferir ir de carro. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nas redondezas: São Roque

Esse final de semana conheci um pouco da cidade de São Roque, conhecida pelo seu Roteiro de Vinhos. Há várias adegas em que se pode comprar vinhos da região a preço mais acessível. Já conheço alguns e e gostei bastante, mas é claro que não dá pra comparar com os vinhos famosos e caros que existem por aí.


Além dos vinhos, encontramos muito suco de uva e aquelas gostosuras que me remetem a Minas Gerais: doces de leite e de abóbora com coco, biscoitos de polvilho, goiabada... aos montes! 

Um dos lugares mais conhecidos é restaurante Vinhos Frank, que tem comida caseira.


O cardápio não tem muitas opções e os pratos para duas pessoas não custam menos de R$ 70, exceto o nhoque e o talharim, que custam R$ 26. Que disparidade, não?

O couvert, com pão e uma pasta de berinjela (modéstia à parte, a minha é mais gostosa), é cortesia. De entrada, optamos pela polenta frita, que eu conheci e aprendi a amar aqui em São Paulo. A porção, bem-servida, sai por R$ 9 e é bem sequinha, sem aquele gosto de óleo.



Como prato principal, escolhemos o nhoque ao molho bolonhesa acompanhado de um vinho bordeaux de fabricação local. Bom e barato.


As sobremesas não eram nada excepcionais. Optei por um brigadeirão, mas tinha doces de banana e de abóbora com coco, que me pareciam boas escolhas.

Ao lado do restaurante, há uma vendinha onde é possível degustar os vinhos e também mil outras coisas (queijo, salame e vários tipos de doces). Haja caloria!





Então, quem quiser sair da metrópole e dar uma passeada pelas redondezas de São Paulo, São Roque pode ser uma boa opção. Cidade pequena, tranquila e com opções gastronômicas diferentes. Só não pode fazer o roteiro do vinho, beber e depois dirigir, claro. 

Cantina Roperto

Antes mesmo de me mudar para São Paulo, já tinha ouvido falar das cantinas italianas no tradicional bairro do Bixiga. Com a visita do meu pai e da minha irmã na Páscoa, decidi que tinha chegado a hora de visitar um dos restaurantes mais antigos: a Cantina Roperto.
Logo na entrada, há um mural com fotos de várias celebridades que visitaram a Cantina. Chegamos cedo, então foi bem fácil encontrar uma mesa. Quando saímos, já havia muita gente, principalmente grupos enormes, geralmente famílias.
De cara, os preços do cardápio podem assustar um pouco, mas quando as porções chegam, a gente entende o porquê: são enormes! Éramos 3 pessoas, pedimos apenas 2 pratos e ainda sobrou. E olha que dispensamos o couvert e a entrada.
Optamos pelo nhoque de mandioquinha e pelo filé à parmegiana, com um vinho para acompanhar. O filé geralmente é acompanhado de arroz e fritas, mas como boa nutricionista, minha irmã pediu para trocarem por batatas ao forno. A porção de salada era imensa também.

Filé à parmegiana com arroz e batatas ao forno

Nhoque de mandioquinha (alguém sabe por que o Blogger não permite girar a foto?)

Ao final, ainda teve uma sobremesa, mas eu confesso que não me recordo qual foi, e nem tiramos foto para comprovar. Era boa, mas nada excepcional.

O diferencial é que toda noite tem música ao vivo. Então, enquanto a gente come, tem alguém cantando música italiana bem do nosso lado. Os músicos são uma simpatia e circulam por todo o restaurante, perguntando qual música as pessoas querem ouvir.


A comida é gostosa, o ambiente é legal, mas eu, particularmente, não achei nada excepcional. Vale a pena conhecer, principalmente para quem gosta de massas, mas na mesma rua há diversas outras cantinas. Então, eu não diria que a Cantina Roperto é um lugar indispensável numa visita à capital paulista.